segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Fim dos dias


No último sábado fui como tantas outras pessoas assistir ao recém-lançado filme 2012, cuja história prega que o fim do mundo ocorrerá em 21 de Dezembro de 2012, devido a acontecimentos científicos como aumento das tempestades solares, causando distúrbios no centro da Terra e culminando no fim dos dias. Não vou falar muito sobre o filme, pois o que não falta são sites sobre o assunto, cabe apenas dizer que o filme é espetacular. A história te prende do começo ao fim, com muita ação e efeitos especiais que com certeza valem um Oscar.

O dia fatídico de 21 de Dezembro de 2012 dado no filme, é descoberto no filme através de cálculos e estudos científicos, porem na realidade a data escolhida baseia-se no calendário Maia que finda “exatamente” neste dia. O significado desta data prevê o término do ciclo atual do baktun do calendário de longa contagem, um dos calendários Maia. Este povo utilizava calendários distintos para controle agrônomo, fertilidade, entre outros. O calendário de longa contagem, O calendário de longa contagem identifica uma data contando o número de dias da data de criação maia, aproximadamente 11 de agosto de 3.114 a.C, e pelo seu sistema de cálculo tem um ciclo de aproximadamente 5.126 anos.

Poucos livros e registros foram preservados da civilização maia, um deles o Popol Vuh, prega que estamos vivendo no quarto estágio da criação. Acreditava-se em ciclos recorrentes de criação e destruição e pensavam em termos de eras que duravam cerca de 1.040 anos. Para eles, nós estamos vivendo na quarta era do sol - sendo que, antes da criação do homem moderno, existiram três eras anteriores, destruídas por grandes cataclismas. A primeira era teria sido destruída pela água, depois de chover sem parar, coincidindo com o mito do dilúvio. O segundo mundo teria sido destruído pelo vento e o terceiro pelo fogo. O quarto mundo, o que nós vivemos hoje, de acordo com as profecias do rei-profeta Maia Pacal Votan, será destruído pela fome, depois de uma chuva de sangue e fogo.

Como se dará este fim de ciclo ainda é um mistério, há diversas teorias, mas todas pura hipóteses. As mais aceitas cientificamente é a de que em 2012 possa ocorrer um alinhamento do Sol com o centro da Via Lactea, alinhamento que ocorrer a cada 26 mil anos e que poderia provocar algum realinhamento magnético dos planetas. Outra teoria é a de que o Sol estará neste período na sua maior atividade, com diversas tempestades solares que poderá paralisar todo o sistema elétrico deixando milhões de pessoas no escuro por meses, principalmente nos países mais pobres. Para se ter uma idéia em 1859 tempestades solares levaram ao colapso o sistema de telegrafo europeu, gerando inúmeros incêndios. Em 1989 satelites ficaram desorientados por algumas semanas. Imaginem em um mundo globalizado e tão dependente de energia elétrica e gerenciamento de navegação (GPS) o caos que seria gerado? Dependendo da intensidade destas tempestades, mudanças nos núcleos dos átomos poderiam ocorrer, ocasionando tambem maior geração de um gás carbônico tóxico ou outras reações imprevisíveis.

Todas estas teorias estão fundidas no enredo do filme, causando um frio na espinha ao pensarmos em tudo o que pode acontecer, mesmo que apenas um pequeno percentual de tudo isso. Não podemos duvidar da capacidade astronômica dos Maias que foram mais exatos e pioneiros que os europeus, pois sem os instrumentos do século XVI da Europa conseguiram calcular um ano solar de 365,2420 dias. Mas temos que ter bem claro que os Maias não previam o fim do mundo, já que existem relatos descritos até o ano 4000 e pouco, mas sim numa nova consciência.


Não seria talvez 2012 um ano em que teremos de mudar nossos hábitos, para que o planeta possa continuar a existir? Revermos nossa consciência e forma de definirmos o amor? Várias teorias do fim do mundo se mostraram meras hipóteses do pensamento humano, mas até quando teremos a sorte de sermos parasitas destrutivos sem uma vingança da natureza?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Rumos do Trabalho

Depois de meses de suspense finalmente tivemos a conclusão do caso sobre a possível venda da empresa em que trabalho. Um email enviado na última semana pelo presidente, seguidas por uma série de reuniões de diretoria e reuniões com gerentes, puseram um fim nas fofocas que rolavam na “rádio-peão”, com a negativa da operação de venda. Em resumo, segundo eles a venda não foi concluída como forma de preservar recursos técnicos e humanos que poderiam sair prejudicados na operação.

Não desconsidero o motivo relatado, mas com certeza haveria prejuízo para os atuais donos com a venda, não sei se fosse a melhor oferta do mundo se não teriam vendido ou negociado um pouco mais. Mas enfim, de certa maneira gostei do resultado, principalmente porque tira um pouco o peso da incerteza, dos meus ombros. Estou em uma fase de muitas dividas e conquistas, e ter de procurar um novo emprego agora seria muito desgastante. Não que eu ache que precisaria, uma por ser uma pessoa chave na empresa e outra porque por mais que haja compras ou fusões de empresas, leva-se tempo para que saiam destruindo tudo. Pelo menos 1 ano de sobrevida ainda teria.

Agora com esta decisão, teremos novos desafios e objetivos a conquistar, o que vai fazer com que a pressão fique um pouco maior. Mas acho que era isso que eu estava precisando, já que dois projetos que cuido e que estavam engavetados ou andando a passos de tartaruga, agora finalmente vão deslanchar. Junte-se a isso uma possível nova filial em outro país no qual gostaria de ter um pouco mais de envolvimento. Façamos figas.

Enquanto isso não se torna uma verdade, ando me desdobrando em vários, pois perdi um dos meus recursos e amigo (aquele que andava depressivo) e agora tenho que substituí-lo. Uma busca que já acontece a quase dois meses sem sucesso, pois o mercado de TI esquentou novamente e as pessoas querem ganhar mais. E sinceramente Analista de Sistemas é uma racinha, o povo difícil e metido, me incluo nesta raça. Agendo entrevistas e ninguém aparece, não dá satisfações. Isso porque o salário não é baixo, mas esta um pouco abaixo do valor de mercado. É foda, e a empresa não está disposta a ajustar o valor base, então.... vamos levando. Espero pelo menos encontrar alguem do babado novamente, pra manter o padrão da minha equipe, só com gays.

Ahhh, mudando um pouco de assunto. Eu já havia comentado sobre minha idéia de um novo blog, com textos comentários sobre cultura, gastronomia, viagens, etc. Textos no estilo do que de vez em quando tenho postado aqui (vide post anterior). A idéia saiu do papel, nome criado (obrigado ao Mauri por me ajudar com sugestões de nomes), domínio criado, twitter criado e agora é só criar a identidade visual do blog. Logo logo divulgo aqui, ok.

Bjs do Lico

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Pra Ver: Os Fantasmas de Scrooge



Se há uma coisa que a Disney faz muito bem feito quando resolve fazer um filme, é criá-los com um enredo envolvente e com uma história cheia de lições de moral. Desta vez não foi diferente com o filme Os Fantasmas de Scrooge, que foi lançado no país no último final de semana. Tudo bem que a história do filme não tenha sido originalmente criada por ela, mas sim uma adaptação do clássico conto fantástico de Charles Dickens (+ no Google Books) , sob a direção de Robert Zemeckis, lê-se De Volta para o Futuro e o Expresso Polar.

Mais uma vez no cinema, o filme já foi adaptado para TV e cinema algumas vezes no passado, desta vez com roupagem nova em uma técnica de animação muito parecida com live action e bem adornada por efeitos de computação gráfica que fazem com que os espectadores se envolvam com a história. Mas não pense você que por ser um filme da Disney, ele seja um conto muito infantil. Alias, eu já havia comentado em um post anterior que as animações ditas infantis estão cada vez mais voltadas para um público adulto, com cenas mais assustadoras, piadas e assuntos nem sempre compreendidos pelo público de pequenos.

Eu já estava interessado em ver o filme desde o lançamento dos trailers no cinema, esperava que o filme fosse lançado mais próximo do natal, porem com certeza a estratégia de marketing da Disney é não concorrer de frente com o tão aguardado filme Avatar que será lançado em Dezembro. E com certeza foi uma boa estratégia já que o filme estreou em 1º lugar nos USA, ficando a frente do sucesso This is it do Michael Jackson.

Para viver intensamente cada momento do filme, assisti a versão em 3D em um sala IMAX aqui em São Paulo, numa versão dublada do filme. Fato que achei meio chato no começo, mas que depois acabei gostando, afinal pude prestar mais atenção nos efeitos, na história sem me preocupar com as letrinhas brancas no rodapé da tela ou em ficar traduzindo as conversas. Mais uma vez a qualidade IMAX aliada ao bom filme fizeram uma espetacular, foi como se estivéssemos realmente dentro do filme, vivendo cada momento do velho Scrooge, um velho mesquinho e de mau-humorado, que desdenha dos que gostam do natal, até que os fantasmas dos Natais Passado, Presente e Futuro o levam em uma surpreendente jornada, fazendo com que o ele abra seu coração para desfazer anos de maldades antes que seja tarde demais.

Realmente uma boa pedida para entrar no espírito natalino e para tentar trazer um pouco mais de amor e calor para os corações tão congelados deste nosso mundo real.